Aquele calor brota na região do tórax e avança sobre o pescoço e a cabeça. Dura de 30 segundos a um minuto e, às vezes, é seguido de um calafrio. Essa é a descrição mais freqüente do fogacho, sintoma conhecido das mulheres na menopausa. Para jogar um balde de água fria sobre ele, os médicos costumam lançar mão das terapias de reposição hormonal (TRH).
Só que nem todas as pacientes podem ou querem fazer esse tratamento portanto consulte seu médico para saber o que fazer, você não deve se auto-medicar.
Os fogachos, que atormentam sobretudo à noite e prejudicam o sono, resultam da baixa de estrogênio, o hormônio essencial para todo o organismo feminino — dos ossos ao sistema cardiovascular. Quando essa substância despenca, o hipotálamo, área da massa cinzenta que controla a temperatura corporal, se desestabiliza, Trata-se de um fenômeno nos vasos sanguíneos", explica o ginecologista Rogério Bonassi Machado, da Sociedade Brasileira do Climatério.
"Eles ficam mais fechados, o que aumenta a temperatura local"
Outra conseqüência da queda de estrogênio são as alterações de humor, "O motivo é o desequilíbrio nos níveis de serotonina e noradrenalina, dupla que também tem relação com os fogachos. Estes podem ser um indício de depressão, comum nessa fase da vida", explica o psiquiatra Takí Cordas, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Uma vez normalizada a atividade dos neurotransmissores, diminuem os calorões e os problemas emocionais", afirma o médico. "Para as que vivem às voltas com os fogachos e podem se submeter à TRH, o tratamento hormonal esfria o calorão em 90% dos casos, enquanto os antidepressivos conseguem controlar entre 40% e 6o%", compara, ainda, Rogério Bonassí Machado.
Resumo pg 56- Revista Saúde
Julho 2007 No 287
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