O uso de finasterida em doses diárias é hoje a terapia mais famosa a nível mundial para o tratamento da calvície comum; sendo finasterida a primeira substância registrada no mundo para a terapia contra a alopecia androgenética.
A administração oral de finasterida, un 4-azasteróide, inibe a enzima 5-alfa redutase que, não podendo se unir à testosterona ,presente nos folículos pilosos,termina por impedir a formação de DHT(dihidrotestosterona), nocivo para os bulbos pilosos e para o cabelo.
A FDA norte-americana (Food and Drug Administration) aprovou o uso de 1 mg diário de finasterida para o tratamento da calvície androgenética.
Dosagens inferiores resultaram com freqüência ineficazes; enquanto dosagens superiores podem ser nocivas ao organismo causando um hiperandrogenismo, devido à não-conversão da testosterona em DHT.
Sendo um fármaco muito seguro e com um percentual muito baixo de efeitos colaterais, os quais são imediatamente reversíveis com a suspensão da terapia; se pode afirmar que a ingestão de finasterida, de acordo com a prescrição médica, é absolutamente tranquila. Um comprimido individual é capaz de reduzir a taxa de DHT no sangue de 80% por um período de aproximadamente 6 horas.
Além do mais, a absorção por parte do organismo não sofre influência da alimentação, de modo que finasterida pode ser ingerida tanto antes quanto após as refeições e, até mesmo, de estômago vazio.
Como funciona?
A finasterida age principalmente contra o tipo 2 da enzima 5-alfa redutase, que é, pois, o tipo responsável por cerca de 2/3 do DHT em circulação no sangue, sendo também o tipo de enzima presente nos folículos pilosos. Estudos científicos demostraram que finasterida freiou a queda e incrementou a "conta" dos cabelos de 83% dos indivíduos que compunham uma amostra de 1800 homens, de faixa etária compreendida entre 18-41 anos.
Quais efeitos colaterais podem ser causados pela administração oral de finasterida?
Os efeitos colaterais evidenciados com o uso de finasterida podem ser catalogados como muito raros. Se comprovou que cerca de 4% dos usuários, apresentaram uma leve diminuição do desejo sexual (queda da libido) e uma pequena redução do volume espermático. Finasterida em consequência, NÃO causa impotência! De qualquer maneira, não obstante a raridade de casos; qualquer efeito colateral que, porventura, venha a se apresentar, será totalmente reversível quando da suspensão do medicamento, sendo restabelecidos os valores presentes anteriormente à administração de finasterida. Além do mais, para eventuais casos de diminuição da libido, importante recordar que se pode em concomitância com finasterida, ingerir Arginina que contrastaria a diminuição do desejo sexual ao mesmo tempo que forneceria ao organismo nitróxido, um elemento muito válido ao crescimento capilar.
Em alguns casos, se verificou, ao invés, um aumento da libido, dada a inibição da 5-alfa redutase, evitando a transformação da testosterona em DHT, aumentando assim a taxa desta, no sangue, em cerca de 10%.
Outros estudos científicos parecem ter colocado em evidência a ineficácia do uso tópico de finasterida; mesmo os leves resultados apresentados por alguns pacientes, se deveriam à absorção sistêmica do princípio ativo por parte do organismo; este fato explica o porquê de finasterida não existir em forma de loção tópica; mas, somente na forma de comprimido para uso oral. Diferentemente do minoxidil, cujos resultados tendem a estabilizar-se somente após um período de cerca de 2 anos; se verificou nos pacientes que respondem positivamente ao uso de finasterida como esta possa influenciar cada novo ciclo de vida dos cabelos por tempo indeterminato. Salienta-se, no entanto, que os melhores resultados se verificam com uma terapia mista e combinada de diversos agentes de tratamento, que combatem à calvície segundo várias angulações terapêuticas.
Alguns estudiosos fazem referimento ao fato de que para evitar que o organismo possa habituar-se à ação de finasterida, tornando-a inócua à terapia capilar,se aconselharia uma alteração do horário de administração na jornada, após um período de cerca 3-4 meses; de qualquer maneira, as opiniões relativas a este referimento são, até o presente momento, discordantes no seio da comunidade científica.
Fonte:
brasil-calvície